quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Awá Guajá




Toy Art da Etnia Awá Guajá



#NomesOutros nomes ou grafiasFamília linguísticaInformações demográficas
54Guajá / Awa-GuajáAvá, AwáTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MA365Siasi/Sesai 2012


Os Guajá se autodenominam Awá, termo que significa "gente, ser humano", além de outras denominações como Wazaizara (Tenetehara), Aiayé (Amanayé), Gwazá. Habitam a Terra Indígena Awa, município Carutapera, Bom Jardim e Ze Doca, estado do Maranhão.

Acreditam que sejam originários do baixo rios Gurupi, Guamá e Capim no estado do Tocantins. Formavam, provavelmente junto aos Ka'apor, Tembé e Guajajara (Tenetehara), um conjunto maior, da família lingüística Tupi-Guarani naquela região.

A chegada dos colonizadores fez com que houvesse uma dispersão dos mesmos. Acredita-se que a partir do conflito da Cabanagem, em torno de 1835-1840, este conjunto iniciou uma migração no sentido leste, rumo ao Maranhão. É provável que por volta de 1950 todos os Guajá já estivessem vivendo neste estado no leste do rio Gurupi e entre os rios Caru e Turiaçu. A língua falada é da família lingüistica Tupi-Guarani. Da mesma origem são suas tradições culturais. A população Awá Guajá atual é de aproximadamente 257 pessoas vivendo sob a assistência da Funai e pelo menos outros seis grupos vivendo autonomamente. Praticamente não têm contato com os não-índios. A maioria ainda não teve. Participarão dos jogos pela primeira vez.

Localizção

Em 1943 um pequeno grupo Awá-Guajá aparece nas margens do Rio Pindaré e é levado ao Posto Indígena (PI) Gonçalves Dias dos Guajajara do Vale do Pindaré. Pouco tempo depois, após um convívio temporário no posto, fogem para onde vieram. Neste mesmo ano, um grupo Guajajara encontrou dez Awá-Guajá na altura do médio rio Zutiua, porém a única notícia que se tem é de que todos morreram. Desde a década de 40 que se registram vários casos de encontro dos Awá com outros índígenas ou com os brancos regionais16, geralmente originando tragédias irreparáveis.
Território Awá-Guajá

os Awá-Guajá, povo Tupi-Guarani do Leste Amazônico, esta dissertação tem como ponto central as diversas relações de alteridade que estão sendo atualmente vividas e experimentadas com as várias potências que atuam direta e indiretamente na vida Awá. São esses Outros, que ora se aproximam, ora se distanciam, porém estão sempre presentes de alguma forma, seja no discurso, na memória ou na ação. A transformação é constante e o presente trabalho busca explorar alguns momentos desses desdobramentos cujos diálogos, multiplicados que são, se fazem centrais para pensarmos as políticas Awá-Guajá. Para tal, percorro certos caminhos que nos levam a estes agentes cheios de inimigos e/ou afins: karaí (não índios), kamará (outros índios), awá ka’a pahara (outros Awá) e karawara (seres celestes). Por vezes ambíguos, estes Outros dão as tonalidades de uma “nova” política indígena cujos contornos nunca deixam de ser problematizados.

Histórico do Contato

Em outubro de 1948 o antropólogo francês Françóis-Xavier Beghin viaja ao Maranhão com objetivo de procurar as aldeias Urubu-Ka’apor na região do Alto Turiaçu. Imaginava então não ser difícil de achá-las já que naquela época esses indígenas já mantinham constantes contatos com a população brasileira. Contudo, o que não esperava era encontrar com um povo que ocupa a mesma região, mas que naqueles tempos pensava ser praticamente impossível alcançá-los: os Awá-Guajá. O que aconteceu foi que numa de suas andanças em busca dos Urubu-Ka’apor o antropólogo conheceu um simpático senhor cuja plantação de mandioca estava sendo frequentemente saqueada. Descobriu então que eram os Awá que estavam pilhando parte de seu cultivo, o que, inusitadamente, resultou numa certa aproximação entre alguns membros de sua família e alguns Awá que viviam mata adentro. Assim, o velho homem convida o pesquisador francês para ser guiado pelo seu filho, Raimundo, pelas trilhas estreitas que levam até os Awá. Isto se deu no dia 21 de outubro de 1948, um breve encontro que resultou numa pequena e empolgante narrativa (Beghin, 1957) sobre o que talvez seja o primeiro contato de um antropólogo com esses indígenas até então enigmáticos.
Awá-Guajás defendem suas Terras


A questão histórica da não-agricultura

Os Awá-Guajá são um povo estritamente caçador e quando entraram em contato com os funcionários do governo por meio da Frente de Atração da FUNAI na década de 70 (séc.XX) não apresentavam nenhum tipo de manejo agrário que cultivasse uma ou outra espécie de planta, nem mesmo as mais conhecidas na América indígena como a mandioca e o milho. Assim, naquela época (e de certa forma até hoje) os Awá foram (são) classificados pelos antropólogos pelos controversos termos “nômades” e/ou “caçadores-coletores” 14, ou seja, povos que não se estabelecem em um local fixo e que vivem somente da caça de animais e da coleta de frutas e castanhas para a sua sobrevivência. Estariam assim, desde uma perspectiva econômica, situados ao lado de povos tão distintos como os Maku do noroeste amazônico (Silverwood-Cope, 1990) e outros pertencentes à família linguística Tupi-Guarani tais como os Aché (Clastres, 1995) do Paraguai e os Sirionó (Holmberg, 1969) e Yuquí (Stearman, 1989) da Bolívia.

Os Awá-Guajá, que também pertencem à família Tupi-Guarani, estariam provavelmente - de acordo com Urban (2008:92) – entre os povos indígenas que fizeram uma migração - ou “expansão” (Noelli, 1996) - a diferentes direções a partir do suposto grande grupo Macro-Tupi que habitava as regiões entre os rios Madeira e Xingu. Este movimento, segundo o mesmo autor, teria acontecido há dois ou três mil anos e penso que se assim foi, os Awá-Guajá estariam entre os povos - como os Tapirapé e os Tenetehara - que partiram em direção nordeste, atravessando os rios Xingu e Tocantins, até se aproximarem à desembocadura do rio Amazonas (ibidem, p.92). Acredita-se que em tempos remotos, grupos como os Guajajara, Urubu-Ka’apor, Awá-Guajá, Parakanã, Assurini, Amanajós, Anambé, Tenetehara e outros que não existem mais hoje em dia (Gomes, 1991:354) formavam um único grupo que acabou por ocupar parte de diversas regiões no estado do Pará, Maranhão e Tocantins.

Todavia, entre todos esses grupos remanescentes (talvez com excessão de alguns grupos Avá Canoeiros) os Awá-Guajá são os únicos que optaram por uma vida sem a agricultura. Contudo, na verdade, não é possível saber se a ausência da prática agricultural ou horticultural é consequência de condições históricas que fizeram com que os Awá-Guajá adotassem uma organização social em que o cultivo de plantas estaria ausente de todos os aspectos de sua vida cotidiana (o que também compreende seu universo cosmológico) ou se assim o fizeram por uma questão de escolha - ou mesmo se foram exclusivamente caçadores desde antes da “expansão”. Assim, veremos agora sobre a problemática das mobilizações e as hipóteses sobre o processo histórico da transformação produtiva.

Amadurecimento e Vida Adulta

Podemos perceber como se dá o processo do “amadurecimento” para os Awá, “ser adulto” é ser um caçador, é conhecer a floresta a não mais se perder nela, é estar integrado à dinâmica de constituição e reconstituição de seus caminhos. Desde pequenos que os meninos vão se familiarizando com as armas de caça, quando estão com seus seis anos de idade aproximadamente gostam muito de brincar com um pequeno arco que atira os talos duros de um pequeno arbusto. São inofensivos, mas possuem um poder de alcance considerável, nos acampamentos de caça é uma das brincadeiras prediletas da garotada que permanece ali o tempo todo, já que não saem com seus pais para as caçadas. Quando estão um pouquinho maiores, lá com os seus dez anos de idade mais ou menos, os rapazinhos fazem versões menores de arcos e flechas que podem ser usados para caçar pequenos animais, como aves e sapos143. Esse arco-e- flecha já pode ser considerado como possuindo certa periculosidade, e algumas vezes os pais proíbem os meninos de tê-lo devido a um mau uso que dele fizeram, por exemplo, uma briga entre dois garotos que resulta numa flechada. Lá com os seus doze anos de idade, os rapazes já estão caçando com o seus pais, e muito em breve já terão uma esposa, tendo assim que caçar para ela e seu sogro. De qualquer maneira, desde criança os Awá caminham, e muito, como disse anteriormente.
Aldeia Awá-Guajá

Cosmologia magia e religião

As doenças podem ser interpretadas como a fuga do haitekéra e a morte é a separação definitiva deste do ipiréra, o couro. O primeiro pode sair do “corpo” de diversas maneiras, sendo que suas causas estão ligadas principalmente aos sentimentos de medo e tristeza, estados de ânimo estes causadores de doenças e que, em último caso, podem levar à morte. Assim, por exemplo, o haitekéra pode fugir quando alguém é atacado por um ajỹ e o seu há’aera, situação esta que causa muito medo (kiê), ou quando alguém está muito triste, como quando uma pessoa está preocupada com alguém ou está insatisfeita com uma situação, por exemplo. Para termos uma ideia do que estamos falando, enquanto estava na aldeia pude ver as novas esposas de Xiramu182 - que perdeu uma antiga esposa para outro homem - recusando o convívio com ele. Elas, Jakarenin e Ipokaxi, se casaram com ele por um curto período de tempo, ambas fugiam de sua casa e voltavam para a casa dos pais, se recusavam a comer o que ele oferecia e começaram a ficar muito tristes e logo doentes, tendo mesmo que ser medicadas pelos técnicos em enfermagem do posto. Se continuassem com Xiramu o haitekéra delas ficaria definitivamente no iwá, ou seja, elas morreriam, tamanho o desgosto de estar com alguém que, apesar de ser um bom caçador, não lhes agradam como marido. Sem esposa, Xiramu quer ir atrás de seus filhos que foram morar junto com a mãe (e ex-esposa dele) na aldeia Juriti, contudo nada dá certo para que ele viaje até lá, nem mesmo os Awá da aldeia Juriti querem recebê-lo, o pobre homem está em estado de panema183 (pãnemyhym), é um desafortunado cujas esposas não o desejam, atraindo para si este azar na vida, restando assim somente descansar em sua rede até que passe este indesejável período. Outro caso seria o do próprio Xipaxiá (citado no parágrafo anterior) que após voltar de São Luís, onde foi visitar um filho seu que estava doente, ficou muito triste e com medo de perdê-lo. Desta forma, cantando melancolicamente em sua rede resolveu ser levado por Tapanã e subiu ao iwá, pois não suportaria a dor de ver mais um filho seu morto.

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