domingo, 7 de fevereiro de 2016

Aparaí

Toy Art Aparaí

#NomesOutros nomes ou grafiasFamília linguísticaInformações demográficas
AparaApalai, Apalay, Appirois, Aparathy, Apareilles, AparaiKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA466Siasi/Sesai 2012
Guiana Francesa40Eliane Camargo 2011
Suriname10Eliane Camargo 2011



Toy Art ritual Wayana


#NomesOutros nomes ou grafiasFamília linguísticaInformações demográficas
221WayanaUpurui, Roucouyen, Orkokoyana, Urucuiana, Urukuyana, Alucuyana, WayanaKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AP, PA304Funasa 2010
Guiana Francesa800Lopes 2002
Suriname500Lopes 2002



A localização original dos Aparai era a margem direta do rio Amazonas na região de Macapá e Belém e migravam, talvez em grupos, subindo os rios Curuá, Maicuru e o Paru de Leste da margem esquerda até pararam na sua situação atual. Os Aparai e os Wayana eram formados pela assimilação de outros povos durante os séculos XVIII e XIX. Os Aparai mantinham relações com os Apama, Pirixiyana e Arakaju acerca de 1700 e eram incorporados. É possível que este nomes referem a antigos subgrupos dentro do povo e não a etnias distintas (Barbosa e Morgado 2003).
India da Etnia Aparaí
Separadamente os Wayana ficaram por muito tempo no meio e alto rio Paru de Leste e seus afluentes, o rio Citaré, o alto Jari, e os rios Litani e Paloemeu. A relação estreita dos Aparai com os Wayana começou no século XVIII, mas ainda mantêm suas histórias, mitos e cosmologias distintas, e suas diferenças linguísticas. O século XVIII foi marcado pelas guerras entre estes dois povos e entre os Wayana com os Tiriyó ao norte e Wajãpi ao leste (Barbosa e Morgado 2003).

No século XVIII muitos escravos africanos fugiram da Guiana Holandesa para as florestas da Guiana Francesa, chamados pelos Aparai Meikoro. Estes comerciavam entre os coloniais no litoral e os povos indígenas, primeiramente com os Tiriyó e Wayana e depois com os Aparai e Wajãpi. Este sistema continuou até o fim do século XIX. No século XX desenvolveu o comercio da castanha e balata no lado brasileiro e isso continuou até 1950. Gateiros a procura de peles de onça, etc. e garimpeiros até a década 70 circulavam nas aldeias dos Aparai. Este contato resultou em epidemias que reduziram as populações que causaram o abandono das aldeias nos rio Jari, Maicuru e baixo Paru de Leste (Barbosa e Morgado 2003).

Hoje os Aparai e Wayana vivem em três grupos: No rio Paru de Leste no Parque Indígena, no rio Marouni, na Guiana Francesa e no rio Tapanahoni do Suriname. A maioria dos Aparai estão no Brasil, no Parque Indígena de Tumucumaque que se localiza ao norte do Pará, entre os rios Marapi, Paru de Leste e Jari e as fronteiras ao Suriname e Guana Francesa.
Maruana, roda de madeira confeccionada para ser posta no teto da casa Tukuxipam.

Os índios do Parque de 33 aldeias estão participando no mapeamento dos locais e plantas utilizadas pelas etnia com a FUNAI (PIA) ou conforme outra fonte 2.000 indígenas em 50 aldeias das etnias: Akurió 10; Kaxuyana 900 (DAI/AMTB 2010) 350 (PIB), 350 (João do Valle Kaxuyana, 2009); Tiriyó (Trio) Brasil: 1.156, Suriname: 1.400 (DAI/AMTB 2010), 1.464 (Brasil PIB); Waiãpi (Wajãpi, Oiãoi), Brasil: 905, Guiana Francesa: 412 (DAI/AMTB 2010). 905 (Apina/Funai, 2008); 710 (Tinoco, 2002); Wayana Brasil: 415, Suriname: 400, Guiana Francesa: 800 (DAI/AMTB 2010), Brasil; 304 (PIB).304 (Funasa, 2010), 800 (Lopes, 2002), 500 (Lopes, 2002).

Os salesianos pediu a FAB expelir a missão UFM (registrada na época como Worldwide Evangelization Crusade) da Roraima, mas Coronel Camarão da FAB recusou, porque estes missionários eram mais efetivos na área em se dedicar ao bem estar dos índios. O coronel apoiou também o trabalho dos franciscanos entre os Tiriyó no rio Paru de Oeste, mas os índios não entenderam porque os católicos toleraram as festas, danças e bebidas, enquanto pelo seu contato com os missionários da UFM, estes proibiram estas tradições. Os índios concluíram que os franciscanos não eram mestres completos da religião! Depois algum tempo os padres intensificou sua instrução religiosa (Hemming 2003.392).
Diadema de plumas da etnia Aparaí - Staatliches Museum für Völkerkunde München

Em 1962 os missionários do SIL começou a viver entre os Aparai e a FUNAI montou um Posto em 1973. No sul dos Tiriyó os Aparai e Wayana receberam Edward e Sally Koehn do SIL entre 1962-1977 e 'que os índios se lembram em alto estimo'. Os missionários deixaram a maioria dos costumes tradicionais. Os Aparai continuaram de observar as cerimônias na preparação da comida. Eles deram mais valor aos utensis tradicionais enquanto usando os artigos industrializados (Hemming 2003.397). Os missionários do SIL iniciaram um trabalho de 'recuperação' de artigos da cultura material Aparai e Wayana, e sua comercialização visando garantir a autossuficiência econômica dos Wayana e Aparai e familiarizá-los com a economia monetária.

A FUNAI criou seu primeiro posto em 1973. As agências nacionais trabalham para integrar os índios na sociedade nacional pela educação e por um sistema paternalista de troca bens industrializados, e diminuiu as relações com outros povos indígenas e os Negros Marrons (Barbosa e Morgado 2003). Hoje recebem aposentarias do governo do Amapá e serviços assalariados como agentes de saúde e professores.

A Associação dos Povos Indígenas do Tumucumaque (APITU) facilita o comércio de artesanato em Macapá (Barbosa e Morgado 2003). Depois 1994, APITU fechou uns acordos com o Governo Estadual de Amapá, que aumentou o número de índios empregados como professores, agentes de saúde, auxiliares de enfermagem, pilotos e proeiros de lanchas. A equipe de vacinação da Coordenação Regional da Funasa no Amapá realizou cobertura em 71% das 50 aldeias localizadas no Parque do Tumucumaque.

Nazistas na Amazonia 

A história dos alemães que desembarcaram no Jari em 1935 para uma confusa e misteriosa expedição científica com suposto apoio do governo brasileiro.

Conta a versão oficial da aventura que em outubro de 1935 desembarcam em Belém do Pará três jovens aviadores alemães, acompanhados de 11 toneladas de bagagem, cobertores de pelo de camelo e roupa de cama. Eram eles Gerd Kahle, Gerhard Krause e o líder da expedição, Otto Schulz-Kampfhenkel. Ao contrário da informação, falsa, veiculada pela imprensa internacional, Joseph Greiner, sepultado sob a cruz do Jari, não foi integrante do Esquadrão de Pesquisas Schulz-Kampfhenkel, vindo da Alemanha, mas, provavelmente, contratado no Rio de Janeiro. Explica o líder da expedição: "Neste meio tempo Gerd (Kahle) manda um cabo do Pará, informando que lá não é possível encontrar nenhum 'capataz'. Mas já que eu estou no Rio de Janeiro, tento encontrar algum landsmann (patrício), criado no País e versado em Português.
Indios Aparai junto a cruz de acapu feita em Belém e fixada no local onde morreu o alemão Joseph Greiner.

Tudo indicava que o lendário Curt Nimuendaju Unkel, alemão que vivia em Belém e era ligado ao Instituto Emilio Goeldi, havia sido convidado para guiar a expedição, e neste caso poderia ter evitado grande parte do descalabro. Mas Schulz-Kampfhenkel menciona com frieza seu encontro com o indigenista conterrâneo, provavelmente porque Nimuendaju desprezava o nazismo. Desde 1910 ele atuava no recém-fundado Serviço de Proteção ao Índio (SPI), mas entraria para a história do cinema como consultor de pelo menos quatro produções cinematográficas na Amazônia. Aliás, o "inferno verde" parecia dar o troco, cobrar tributos por velhos pecados alemães, jamais expiados. Como o caso dos índios levados em 1820 para a Alemanha pelo naturalista Carl Friedrich Phillip von Martius: três adultos faleceram durante a travessia do Atlântico, e os dois curumins Isabella Miranha e Yuri Comás estão sepultados no Cemitério Sul de Munique. Morreram de frio durante o inverno de 1820 /21. Outra aberração: os crânios dos índios Botocudos, caçados por exploradores alemães, entre eles o príncipe Maximilian zu Wied, para compor o macabro acervo dos darwinistas de plantão - prática absolutamente dentro da etiqueta, pois ninguém menos que D. Pedro II, durante uma visita à Alemanha, tirou da bagagem, de presente, um crânio de silvícola. Mas eram exatamente esses melindres que atiçavam o frenesi alemão, atraindo mais de 20 produções cinematográficas alemãs à Amazônia, entre 1920 e 1941. Sua maioria explorava a forte demanda por enredos exóticos. Com uma exceção: o longa-metragem de ficção Kautschuk / O inferno verde, inspirado no emblemático episódio do contrabando de 70 mil sementes de seringueira pelo agente britânico Henry Wickham, em 1870. Com um set de mais de 60 pessoas em plena selva amazônica, a produção ocorreu na mesma época em que Schulz-Kampfhenkel se penitenciava no Jari.

Os Aparaí do "Führer"

Era 1936, ano das Olimpíadas em Berlim, Schulz-Kampfhenkel não estava interessado em cultura, apenas em "raça". Insensíveis à religiosidade Aparaí, os alemães abateram e descarnaram uma enorme sucuri, que nadava à flor d'água e não os ameaçava, juntando seu couro ao butim de centenas de peles, crânios, ossos, dentes, plumagens e órgãos conservados em álcool, prometidos aos museus de ciências naturais da Alemanha. Mas não havia ali ciência alguma, o galpão "científico" dos alemães mais se assemelhava a um gigantesco açougue. Apesar disso, o relacionamento com os hospitaleiros Aparaí foi mais do que pacífico: índios e alemães tornaram-se muito bons amigos. Os indígenas naturalmente não entendiam os objetivos do alemão. A sexualidade brotou entre hóspedes e anfitriões. Mas, obviamente, não há nos livros de Schulz-Kampfhenkel qualquer pista de seu envolvimento com a formosa Macarrani, filha do cacique Aocapotu. Assumi-la teria significado admitir a inadmissível fraqueza da carne germânica, "superior", e uma traição da doutrina racial, cujo rosário o alemão desfiava com fervor. Ao despedir-se dos Aparaí em 1937, o alemão deixou para trás uma mulher grávida. Sua filha, nascida entre 1937 e 1938, foi batizada de Cessé, também conhecida por "alemoa": tinha a tez clara e os olhos azuis de seu pai "ariano". Contou-me Cristóvão Lins, ilustre pesquisador e autor da História do Jari, que pouco tempo atrás morreu José Pinheiro, líder dos caboclos de Schulz-Kampfhenkel. Com isso foi-se a última testemunha viva do nascimento de Cessé.

Veja o filme da expedição nazista no YouTube

Estilo da Vida: 

No Brasil os Apalai têm convivência por cem anos com os Wayana, nas mesmas aldeias e casando-se entre si (Barbosa e Morgado 2003). Muitas vezes são tratado como uma etnia só, apesar de ter história e formas de cultura diferentes. Os povos afirmam as suas identidades distintas e não reconhecem o termo 'Wayana-Aparai'. Distribuem-se por cerca de dezesseis aldeias com os Wayana e de 415 pessoas no alto e médio rio Paru de Leste no Parque indígena e na Terra indígena Rio Paru D'Este (Barbosa e Morgado 2003).

As aldeias consistem de uma família extensa, muitas vezes dos pais, dos genros e sua famílias com casas para as famílias nucleares e uma rancha para o preparo da mandioca. As casas estão situadas em redor de um pátio pequeno na beira do rio. Tradicionalmente as casas eram ovaladas, com ou sem um assoalho de paxiúba e o telhado de folhas de ubim e bacaba. Hoje as casas são do tipo ribeirinho de madeira com telhado de zinco. Na maioria das aldeias há uma casa de reuniões para recolher vistantes, realizar festas ou cultos cristãos. Antigamente as aldeias eram abandonadas depois da morte do chefe (pata esemy).

A excepção entre as aldeias é a de Aparai ou Bona, fundada em 1966 com uma pista de pouso da FAB e um posto da FUNAI. Aqui vive uns 150 pessoas ou 60% da população Aparai e Wayana no Brasil. A posição é mais conforme a conveniência dos funcionários de que os padrões indígenas (Barbosa e Morgado 2003).

Sociedade:
Cada aldeia é identificada com os Aparai ou os Wayana e fala a língua da etnia, conforme seu fundador.Os filhos de casamentos com os Wayana pertencem ao povo do pai ou são considerados 'cruzados' ou 'misturados'. Na aldeia aparai Bona há dois lídres representantes dos duas etnias, e desentendimentos estão atribuídos às diferenças dos dois povos (Barbosa e Morgado 2003). Mas quando um(a) Wayana se casa com um(a) Aparai ele(a) mantem sua identidade étnica. Por meio de inter-casamentos e pela co-residência, consideram-se como família (wekï), mas ainda hoje, a diferenciação interna permanece (Camargo 2008.108).

Os Aparai não têm divisões socais permanentes como clãs ou linhagens. Os relacionamentos entre as aldeias pequenas são por parentesco, casamento e trocas de bens e rituais. Cada aldeia consiste de uma família de quatro gerações, um casal, filhos e filhas solteiros, filhas casadas com os genros e os netos. A uxorilocalidade praticada não é regra mas negociado em cada caso. O casamento é de preferencia entre primos cruzados. 'Parentes' (-poetory) são os co-residentes da aldeia e outros em outras aldeias com outra categoria de parente (-ekyry).

Artesanato: Os cerâmicos aparai são pintados, mas os dos Wayana não são. Fabricam artigos tradicionais para vender da loja da FUNAI.

Religião: Os Apalai consideram que os homens consistem de três aspectos. O corpo (punu), seu princípio vital (uzenu) e a sombra (omore) que é a projeção material de uzenu, que pode passar a um estado gasoso. O uzenu pode se separar do corpo por ataque de um jorokó no sono, por feitiço de pajé, por um susto ou no momento da morte. Um pajé pode mandar seu próprio uzenu em uma sessão de cura, quando quer agredir uma pessoa e provoca temor ou matar. O uzenu de crianças desenvolve com o corpo e não é fixo até cerca dos três anos de idade. Na morte o uzenu solta completamente do corpo e sobe ao céu ou à terra boa no nascente do sol onde ninguém envelhece. Os Aparai enterram seus mortos em vez de cremá-los como os Wayana (Barbosa e Morgado 2003).
Vestes cerimoniais e cestaria dos aparai. Memorial dos Povos Indígenas.

Cosmovisão:
Antes da criação do mundo havia um poder impessoal. Existiam dois heróis Ikujuri e Mopó. Ikujuri é quase impessoal, um princípio que formam os elementos que são transformados em rios, mato, etc. e continuam a atuar. Os pajés se aliam com este poder para combater os jorokó, que tomam a forma de animais para atacar e os pajés transformam-se em onças e outros seres na águas se transforma em gente. Ikujuri é mais constante em seu caráter e é chamado 'pai' ou 'irmão' e mora no céu mais alto.

Mopó foi demiurgo também e participou na criação do mundo. Ele é o 'pai do céu' que também criou os primeiros artefatos feitos de barro e estabeleceu o poder xamanístico. Ele mora no céu mais baixo. Seu caráter é ambivalente e é chamado 'cunhado'. A relação de cunhado na sociedade é tensa e precisa de trocas de favores. Os dois demiurgos perderam paciência com as criaturas e retiram-se ao céu. O conflito na criação começa no ambiente das relações dos humanos, e os homens precisam de fazer trocas em relações de tensão e reciprocidade.

No conceito dos Apalai, e também dos Wayana, a terra é na forma de uma ilha redonda, cercado por um oceano. Sobre ela dois céus são suportados por entidades no oeste. Nos tempos antigos os céus e a terra eram ligados por uma grande montanha ou uma liana. Esta montanha é identificada com uma serra entre os rios Parumo no Suriname e as cabeceiras do Paru de Leste, na serra do Tumucumaque. O céu mais baixo, kapumereu, o lugar do nuvens mais altos e os kurumu (os urubus), chamados 'gente do céu' divididos em diversas espécies que vivem em aldeias no espácio. Obtendo as penas deles, ajudam os índios na caça e parte da carne é deixada para os aves em troca. Este céu mais baixo é também a morada do herói criador Mopó e dos jorokó que são temidos.

Em cima é o segundo céu, kapu, onde mora Ikujuru e outros seres e o Sol e a Lua. Além deste céu é um planície ligado à terra onde vivem seres semelhante à gente com pele marrom escura. Embaixo da terra há outra camada onde vivem outras criaturas como pele coberto de pelos e tem seu próprio sol.

Comentário:
Edward e Sally Koehn do SIL viviam entre os Aparai e Wayana, 1962-1977, e 'os índios se lembram em alto estimo'. Os missionários não proibiram a maioria dos costumes tradicionais. Analisaram as línguas e traduziram o Novo Testamento e uma abreviação de Gênesis. De Goeje (1946) e depois Walter S. Jackson (1973) da West Indies Mission (Atualmente Worldteam), trabalhando entre os Wayana em Suriname, produziram uma Gramatica de Wayana.

O ensino de temas bíblicas podem ajudar os Apalai para relacionar melhor com seu ambiente. Há um princípio de vida no universo, mas é altamente pessoal e interpessoal e é o Triuno Deus. A existência de dois demiurgos indica que o Criador inclui relacionamentos interpessoais, e não apenas um ser solitário. Porém o relacionamento entre o Pai e o Filho é sem troca ou tensões, são unidos em propósito para o bem da humanidade e o meio ambiente que criaram. Eles não se retiram da humanidade mas se sacrificam para reconciliar os homens. O Pai ama tanto o kosmos, todos os homens no contexto da criação, que enviou o Filho, que vem por amor dos homens para os regatar. A natureza é estável nas suas mãos. A troca praticada pelo caçador, etc. ajuda o meio ambiente mas deve ser visto conforme a providencia e a bondade do Criador, não por temer os seres da natureza.

O homem é feito corpo e animado pelo Espirito de Deus (Gen 2:7) e ele torna-se um 'ser vivente' semelhante aos animais ('seres vivos' Gen 1:21,24), mas de uma natureza apropriada para ser a imagem de Deus. O espírito dado pelo Espírito é o princípio energizador da pessoa ou 'alma' ou uzenu. Deus mantem este complexo de caraterísticos do indivíduo em existência e em relação com Ele e os outros e a criação (Mat 22:32). A ressurreição é reconstituição da pessoa completa nos novos céus e nova terra que é uma visão mais radical que a versão apalai. A adoção de filhos e herdeiros de Deus (Gal. 3:26-4:8) como resultado da aceitação pelo Criador satisfaz a consanguinidade que os Aparai consideram necessária para ter relações seguras.

Bibliografia:

BARBOSA, Gabriel Coutinho, MORGADO, Paula, 2003, 'Aparai', Povos Indígenas do Brasil, Instituto Socioambiental, São Paulo. pib.socioambiental.org/pt/povo/aparai
CAMARGO, Eliane, 2008, 'Identidade e Alteridade em Wayana – Uma Contribuição Linguística' in Campos – Revista de Antropologia Social, UFPR, Vol 9 No 2, pag. 105-135. Tradução do francês por Denise Fajardo
DAI/AMTB 2010, 'Relatório 2010 - Etnias Indígenas do Brasil', Organizador: Ronaldo Lidório, Instituto Antropos instituto.antropos.com.br
HEMMING, John, 1987, Amazon Frontier – the Defeat of the Brazilian Indians, London: Pan Macmillan
HEMMING, John, 2003, Die If You Must – Brazilian Indians in the Twentieth Century, London; Pan Macmillan
SIL 2009, Lewis, M. Paul (ed), Ethnologue: Languages of the World, Sixteenth Edition. Dallas, Tex: SIL International. Versão on line: www.ethnologue.com

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