quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Kayapó





Toy Art da Etnia Kayapó 

#NomesOutros nomes ou grafiasFamília linguísticaInformações demográficas
108KayapóKaiapó, Caiapó, Gorotire, Mekrãgnoti, Kuben-Kran-Krên, Kôkraimôrô, Metyktire, Xikrin, Kararaô, Mebengokre
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT, PA8638Funasa 2010


Se autodenominam Mebêngôkre, "Gente do Buraco do Rio" ou seja, me (gente), be (condição ou estado de ser), ngô (água) e kre (buraco), na linguagem Tupi "Kai-pó", quer dizer "carrega o Fogo". É um povo bastante numeroso nos estados do Pará e Mato Grosso, estimado em aproximadamente 5.000 índios. Habitam as terras indígenas Kayapó, Baú, Mekrkãgnoti, Bejenkôre, no estado do Pará, e Kapoto/Jarina, estado de Mato Grosso. Os Kayapó atuais descendem de um grande grupo indígena denominado Goroti-Kumrem, que se dividiu em dois blocos, de um lado os Kayapó-Gorotire, e os Kokorekre que já desapareceram, os Menkrãgnoti, Metutktire ou Txukarramãe, Ô-Ukre, Paka-nú, Kubenkrãkein, Kôkraimore, Krikretum, Kararaô e os Pore-Kru que deram origem aos Xikrin A parte oriental do povo Kaiapó foi contatada por volta de 1940, e a parte ocidental na década de 50, pelos irmãos Villas Boas. Viveram em guerra com tribos vizinhas como os Karajá, Juruna, Xavante, Tapirapé e Panará, mais conhecidos como Kren-Akarore. Protegem com muito rigor suas terras. As aldeias têm as casas dispostas em formato circular com uma grande praça ao centro, onde se realizam seus rituais.

Conhecidos por sua bravura, os Kaiapó são guerreiros, mantêm sua cultura tradicional, são exímeos artesãos e têm na borduna um símbolo das armas de caça e guerra. Um aspecto forte de sua cultura é a pintura corporal, realizada com primorosa habilidade pelas mulheres, com desenhos perfeitos em linhas geométricas, que as crianças e adultos de ambos os sexos costumam usar, em festas que constituem outro aspecto muito especial da cultura desse povo. Essas festas chegam ao clímax depois de um período de meses durante o qual cada ritual se ajusta em todo aspecto com seus cantos, danças e cerimônias tradicionais para ocasião de cada festa. A língua falada é o Kayapó, do tronco lingüístico Macro-Jê, que possuí 17 vogais e 16 consoantes e padrão distinto de entoação, as vogais são prolongadas para dar ênfase. No caso dos Kaiapó de Menkragnoti o dialeto é o menkragnoti. No artesanato, tem uma variação de adornos (cocares, braceletes) e ornamentos fascinantes. São caçadores e coletores.

Cultivam a plantação de mandioca, milho, batatas e outros. Os Kayapó já comercializam a castanha-do-pará, outros já passaram a vender a madeira de lei como o mogno e o cedro. Em todas as aldeias já existem escolas e o ensino bilíngüe. Sua população é de aproximadamente 5.000 pessoas. Participaram de todas as edições dos jogos.

Ronkrã: É um esporte tradicional do Povo Kayapó. É jogado num campo de dimensão semelhante ao de futebol, entre duas equipes de 10 atletas de cada lado, em que cada atleta usa um bastão de aproximadamente 1,30 m (espécie de borduna), o Akêt. Um côco de babaçu (bola), o Ronkrã é colocada no centro do campo e o objetivo é ir tocando a bola com o bastão contra o oponente, até passar a linha de fundo, marcando, assim, o ponto. Não há juiz, o tempo de duração da peleja é de acordo com a desistência de qualquer uma das equipes, geralmente é a que está em desvantagem. Não há um prêmio para equipe ganhadora e sim um reconhecimento de demonstração de força e habilidade.



Kagót: É considerado um esporte também praticado pelos Kayapó. Participam dois grupos em números não determinados. Começa com os grupos dançando separadamente, aproximando-se um do outro, para um "confronto". Porém, passam lateralmente um grupo do outro. Daí é que, simultaneamente, arremessam as flechas uns contra o outro, visando acertar o oponente, o que caracteriza os pontos.

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