quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Kuikuro

Toy Art Kuikuro

#NomesOutros nomes ou grafiasFamília linguísticaInformações demográficas
123KuikuroIpatse ótomo, Ahukugi ótomo, Lahatuá ótomoKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT522Ipeax 2011



Os Kuikuro são, hoje, o povo com a maior população no Alto Xingu. Eles constituem um sub-sistema carib com os outros grupos que falam variantes dialetais da mesma língua (Kalapalo, Matipu e Nahukuá) e participam do sistema multilíngüe conhecido como Alto Xingu, na porção sul da TI Parque Indígena do Xingu. Na história da formação deste sistema, os povos carib são considerados como tão importantes quanto os aruak (Waujá e Mehinako), embora se atribua aos aruak a sua matriz inicial. Nesta seção são dadas informações mais detalhadas sobre a língua, a história e outras características dos Kuikuro, produtores dos famosos colares e cintos de caramujo pelos quais continuam desempenhando seu papel específico no sistema tradicional de trocas e pagamentos do sistema alto-xinguano. Para outros aspectos culturais e sociais, como xamanismo, cosmologia e festas ou rituais, a seção Parque Indígena do Xingu apresenta elementos que se encontram também entre os Kuikuro.

Os cuicuros, também chamados kuikuro cuicurus e guicurus, são um grupo indígena que habita as aldeias Ipatse, Akuhugi e Lahatuá, no sul do Parque Indígena do Xingu, no estado do Mato Grosso, no Brasil. Falam a língua cuicuro, que pertence ao tronco linguístico caraíba. Atualmente, são o povo indígena mais numeroso na região do Alto Xingu.

História

Os antepassados dos atuais cuicuros chegaram à região do Alto Xingu por volta do ano 500, ou até mesmo antes, procedentes do oeste. Construíram, entre 1200 e 1600, cidades muradas que abrigavam de 2 500 a 50 000 indivíduos. Foram provavelmente dizimados por doenças introduzidas pelos europeus a partir do século XVI. Tais doenças provocaram um sensível decréscimo populacional, resultando na atual população das aldeias cuicuras, que é muito menor que as das antigas cidades cuicuras (as atuais aldeias cuicuras possuem menos de trezentos habitantes cada uma).

Os restos arqueológicos das antigas cidades cuicuras somente foram descobertos pela comunidade científica internacional no final do século XX[7] [8] . Em 1961, os cuicuros tiveram seu território tradicional reconhecido pelo governo brasileiro através da criação do Parque Indígena do Xingu.

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