quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Yanomami

Toy Art Yanomami

#NomesOutros nomes ou grafiasFamília linguísticaInformações demográficas
233YanomamiYanoama, Yanomani, IanomamiYanomami
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RR, AM19338DSEI Yanomami - Sesai 2011
Venezuela160002009



Os ianomâmis, Yanomami, Yanoama, Yanomani ou Ianomâmis são índios caçadores-agricultores que habitam o Brasil e a Venezuela. Compõe-se de quatro subgrupos: Yanomae, Yanõmami, Sanima e Ninam. Cada subgrupo fala uma língua própria: juntas, elas compõe a família linguística ianomâmi. A tribo Ianomâmi é a sétima maior tribo indígena brasileira, com 15 mil pessoas distribuídas em 255 aldeias relacionadas entre si em maior ou menor grau. A noroeste de Roraima, estão situadas 197 aldeias que somam 9 506 pessoas e, a norte do Amazonas, estão situadas 58 aldeias que somam 6 510 pessoas.

Etimologia

"Yanomami" é uma palavra criada pelos antropólogos a partir da expressão ianomâmi yanõmami thëpë, que significa ser humano, por oposição a yaro (animal de caça), yai (ser invisível ou sem nome) e napë (inimigo, estrangeiro, branco, não yanomâmi).

Localização

Território Yanomami


No Brasil, as aldeias yanomâmi ocupam a grande região montanhosa da fronteira com a Venezuela, numa área contínua de 9 419 108 hectares: a Terra Indígena Yanomami. Na Venezuela, os ianomâmis ocupam a Reserva da Biosfera Alto Orinoco-Casiquiare, com 8,2 milhões de hectares.[9] A área total ocupada pelos ianomâmis no Brasil e na Venezuela é de 192 000 quilômetros quadrados. Abrange a região entre as bacias dos rios Orinoco e Amazonas.

Em sua maior parte, o território está coberto por densa floresta tropical úmida. O território é bastante acidentado, principalmente nas áreas próximas às serras Parima e Pacaraíma, onde se tem a maior concentração da população ianomâmi no Brasil. Os solos são, em sua grande maioria, extremamente pobres e inadequados à agricultura intensiva. O Pico da Neblina, o ponto culminante do Brasil, está localizado dentro da Terra Indígena Yanomâmi e do Parque Nacional do Pico da Neblina, na fronteira do Brasil com a Venezuela.

Sociedade

As aldeias, que podem ser constituídas por uma ou várias casas (malocas), mantêm, entre si, vários níveis de comunicação, desenvolvendo-se relações econômicas, matrimoniais, rituais ou de rivalidade. As suas malocas são casas comunitárias circulares chamadas yano ou shabono que podem acomodar até 400 pessoas. As áreas centrais das casas são o espaço para festas e rituais. Os homens se ocupam principalmente da caça, enquanto as mulheres se dedicam à agricultura (banana, milho, mandioca, batata, frutas, tabaco, algodão) e à coleta de castanhas, larvas, mariscos e mel. A pesca é exercida tanto pelos homens como pelas mulheres. Não existem chefes nas aldeias ianomâmis: todas as decisões são tomadas por consenso.

Religião

A religião ianomâmi baseia-se na visão pelos pajés de espíritos chamados xapiripë, através da ingestão de um rapé alucinógeno chamado yakoana ou yãkõana (Virola sp.).[13] Festas também costumam ser celebradas para marcar acontecimentos como a coleta da pupunha e os funerais (festa do reahu).

História

Por volta do ano 1000, os ancestrais dos atuais ianomâmis ocuparam as cabeceiras do rio Orinoco e a serra Parima. Por volta de 1300, começou o processo de diferenciação das atuais quatro línguas da família ianomâmi. Até o fim do século XIX, os ianomâmis só mantinham contato com os grupos indígenas vizinhos. A partir do início do século XX, começaram a entrar em contato com não índios: extrativistas, missionários, soldados, funcionários do Serviço de Proteção ao Índio etc.[15] A década de 1970 foi marcada por grandes projetos do governo do Brasil que tiveram grande impacto sobre os ianomâmis: a construção da rodovia BR-210, programas de colonização pública e o projeto Radambrasil, que detectou importantes jazidas minerais no território ianomâmi.

A descoberta dessas jazidas levou a uma grande invasão garimpeira no período de 1987 a 1992, atraída pelas reservas de ouro, cassiterita e tantalita, com a ocorrência estimada de 1 500 mortes entre a população ianomâmi. Visando a proteger a população ianomâmi dos garimpeiros, em 25 de maio de 1992, a terra indígena ianomâmi foi homologada pelo presidente Fernando Collor. Em 2004, os ianomâmis brasileiros fundaram a associação Hutukara (termo que significa "a parte do céu do qual nasceu a terra") para defender seus direitos. Em 2011, foi a vez de os ianomâmis venezuelanos criarem sua própria associação, a Horonami.

Vocabulário/Dicionário
ianomâmi / yanomami — português


Amotha-Naki = dente de paca
Amotha-Mamo = pó mágico de paca
Akawe = segundo marido de Helena Valero, do grupo yanomami venezuelano Pumabiwetheri
Anhakorami = japim
Ara = arara
Ara-mamo = pó mágico extraído de uma ciperácea
Arariwe = espírito de arara
Aroari = pó mágico encantador
Ararixapo = anticoncepcional
Athari = tipo de ponta de flecha feita com osso de macaco, para atirar nos peixes
Ati-atimou = piscar
Axokama-Kehi = planta cuja casca serve para preparar curare
Epena = pó alucinógeno, usado pelos pajés yanomami nas sessões e curas xamânicas
Exe-exeme = macaco-da-noite
Hakimou = dança noturna de homens e mulheres nas festas
Hama = hóspede
Hama-hiri = mundo subterrâneo, habitado pelos yanomami decaídos
Hasubuetheri = grupo yanomami venezuelano, por onde passou Helena Valero
Hau-haumou = rito de intercâmbio econômico, nas trocas entre os grupos amigos
Hawari = castanha-do-pará
Hawarinhoma = espírito protetor da castanha-do-pará
Haximo-mamo = pó mágico, tirado de uma ciperácea
Haxo = macaco branco
Haxoriwe = espírito do macaco branco
Haya = veado
Hayariwe = espírito do veado
Heahaturiwe = espírito da areia movediça
Heha = terreiro
Hekura = espírito do mundo religioso yanomami; o pajé também é chamado hekura nas suas funções xamânicas
Hekuramou = exercitar ou exercer o ofício de pajé
Hekurawethari = os donos dos espíritos
Heni = plantas com poderes mágicos
Heniomi = caça
Heniomou = caça coletiva, que dura vários dias
Hetehiya = ariranha
Hera = certamente, já
Hetumisi-ham+ = céu
Hewe = morcego vampiro
Hiima = cachorro
Hiitehi = árvore
Hiitehibe = árvores
Himo-himo wake = uma fruta do mato de cor vermelha
Himou = convidar oficialmente um grupo, para participar de uma festa
Hinho-kami = pauzinho do enfeite para o septo nasal
Hiro = macaco guariba
Hoari = fuinha
Hoaxi = macaco caiarara
Hoko-hokomi = macaco zogue-zogue
Homiathawe = gavião ancestral
Horonami = inambu-relógio
Hosomi = macaco barrigudo
Husi = ponta, bico, furo
Husi-hami = perto do lábio
Husiwe = primeiro marido de Helena Valero do grupo yanomami venezuelano dos Namewetheri e chefe dos Ironasitheri (Venezuela)
Hutukurema-misi-tobe = espinho de uma solanácea
Huxuo = zangado, com raiva
Ibaye = é meu
Ihama = preguiça
Ihiru = menino
Ihiru-kikë = planta cheirosa mágica
Inhewetheri = grupo yanomami venezuelano, conhecido por Helena Valero (os da cor do sangue)
Ipoyewe = macaco-de-cheiro
Ira = onça
Iranhoma = espírito feminino da onça
Irariwe = espírito masculino da onça
Ironashiteri = grupo yanomami do baixo Marauiá, que mora no Apui
Iwa = jacaré
Iwariwe = espírito do jacaré
Ixi = preto, queimado
Kahë = tu
Kaherarao = buracos, tocas
Kahiki = boca
Kai-kesi = pele queimada
Kaimou = consultas noturnas entre membros de uma aldeia
Kaisarariwe = sobrinho do espírito do trovão
Kamabisiwe = mosquito
Kana-aki = paus cruzados
Kanimari = líquido de sorva
Kapirosi = trançado
Karawethari = grupo yanomami do Marauiá, que reside normalmente perto da missão
Kariama-ha-ikii = ritual que se celebra na última noite da celebração de festas, com encontros amorosos de casais no térreo na aldeia, à vista de todos os presentes
Kariné = rupo yanomami do médio Catrimani
Kasi-hami = perto de
Kat-Amou = rito noturno de trocas
Katikirema = pretérito perfeito de katikai = pisar, chupar, dar pontapé
Kaweiki = barbudo
Kaxa = tapuru           [bicheira? cupim? árvore?]
Kaxixerimi = banana-prata
Kiripema = pó mágico que provoca medo
Kohoroxithari = grupo yanomami do rio Maturacá
Kokema = pretérito perfeito de koo = chegar
Komixi = palmeira
Kona-kona = formiga preta
Korori-kehi = tavari, árvore de cujas cinzas, com um processo de lixiviação, se extrai um produto que se usa para temperar alimentos
Koxiremi = gênio silvestre que atrai os homens
Kua-kure = é mesmo
Kui = não sei
Kumi = cipó
Kumi-mamisitohiki = pó cheiroso de pau angélica
Kumi-tho tho = pó mágico encantador, tirado de um cipó
Kurata = banana pacovã [sic]
Kuratanhoma = espírito feminino da banana e também uma celebração ritual
Kutao = é suficiente, chega
Mahekiditheri = grupo yanomami venezuelano
Maii-keko = resina, breu
Maikoxiki = breu
Makararo-Kohi = planta rosácea com sementes comestíveis
Makukuximi = macaco-da-noite
Makurutami = macaco-da-noite
Mamokori = cipó venenoso com o qual se prepara curare
Manhepi = tucano
Manhepiriwe = espírito de tucano
Manhepi-sike = pó mágico de uma ciperácea
Manho = caminho
Mapuu = líquido irritante que se extrai do cipó
Mara-mamo = pó mágico de cujubim
Maraxi = cujubim
Maraxi-mamo = pó mágico de ciperácea
Mixi-mixima-henaki = folha da família das gramíneas [gramináceas, no orig.]
Moheki = rosto
Mohomi = gavião-real
Moka = rã
Mokohiro = taboquinha que os pajés usam para soprar o pó alucinógeno (paricá)
Mothokariwe = espírito do sol
Mumbuhema = pó mágico de ciperácea
Nabruxi = pau para cacetar na coroa da cabeça
Naiki = estar com vontade de comer carne
Nakami = de naka = vulva, que quer dizer filhinha
Namo = cortante, amolante, cf. pei-namo
Namowetheri = grupo yanomami venezuelano, onde morou Helena Valero
Napanhoma = mulher estrangeira, branca
Nape = branco, estrangeiro, inimigo
Nara = urucu ou bixa orellana
Nasi-nasi = mentiroso
Nhipimou = menstruar [mestruar, no orig.]          [será Na...? fora de ordem!]
Nhaahena = folha
Nharu = espírito do trovão
Nhii = rede
Nhono = milho
Noporebe = alma do falecido que vai para o além
Norami = aparência, sombra
Norexi = totem, alter ego
Nouhutibi = aparência, sombra
Ohiriwe = chefe dos yanomami do Maturacá, da época do rapto de Helena Valero
Oka = indivíduo perigoso e hostil, inimigo
Okakëbë = espíritos maus das matas
Oma-oma-asitaki = casca de pau
Omawe = herói ancestral yanomami
Opo = tatu
Opo-mamo = pó mágico de ciperácea
Orahite = pescoço
Oramisiwe = poraquê
Oru = cobra em geral
Pakatarimi = pacova
Paitee = sujo
Parimi = eterno
Paruri = mutum
Paruri-namo = pó mágico de uma ciperácea
Para-pata = pajé mais prestigioso dos Karawethari, fonte e amigo caro de Pe. Luís  [em itálico no orig.]
Pata = grande
Patamou = ritual de notícias e decisões
Pauximi = banana
Paxo = macaco coatá
Paxoriwe = espírito do macaco coatá
Payoari = arbusto de mato que, cortado, conserva a cor branca, sem amarelar
Pehihoo = poder que tem o pajé para extrair substâncias mágicas
Pei-ke-yo = caminho
Pei-makt = rocha, encosta da montanha
Pei namo = ponta de flecha envenenada com curare
Peribo¹ = tipo de cogumelo branco
Peribo² = lua
Peribo-haya-kesiki = quarto de lua
Periboriwe = espírito de lua
Pesima = perizoma pubiano    [?]
Pexi = ardoroso sexualmente, desejoso de sexo
Pirahuri = índios do rio Demeni
Pixaasitheri = grupo yanomami venezuelano, conhecido por Helena Valero
Piriomi = chefe, tuxaua
Pohoro = lasca de pauzinho de cacau, para acender o fogo
Pohorobiwetheri = grupo yanomami do Marauiá, que reside perto da Serra Imeri
Poko = braço
Poproko = planta cheirosa, pó mágico de uma ciperácea
Pore = espírito fantasma do falecido
Porehimi = uma árvore que sempre perde a casca
Poxe = caititu
Poxe-naki = maxilar para lavrar o arco de pupunheira
Poxeriwe = espírito do caititu
Poxewe = herói ancestral
Poxohawe-mosi-henaki = folha de planta da família das gramíneas  [gramináceas, no orig.]
Praii = entrada solene no terreiro, ao começo da celebração da festa e nos outros dias de festa
Preari = veado branco
Prei-prei = sapinho
Preinhoma = mulher ancestral, mulher do sapinho prei-prei
Proro = lontra
Prororiwe = espírito da lontra
Pruka ou bruka = muito
Pruxima = tipo de tatu
Pukimabiwetheri = grupo yanomami de Marauiá, que reside perto da Serra Imeri
Puriwari = estrela
Puu-uk+nia = mel
Rahaka = ponta de flecha de forma lanceolada, feita com bambu
Rahariwe = monstro aquático ancestral
Rama = caceria de curta duração
Rami = caceria de curta duração
Raxa = pupunha
Raxa-husi = pau de pupunheira para cavar buraco
Raxawe = chefe dos Xamathari que protegeu Helena Valero
Raxanhoma = espírito protetor da pupunha
Reamo = lagarto de igarapé
Reahu = festa típica yanomami
Reahumou = celebrar a festa
Rehi-hena = pó mágico de uma ciperácea
Rehokixi-xeyou = duelos esportivos de golpes manuais no tórax
Reimi = mocinha que foi obrigada, pela mãe, a abortar = acordada
Riximakeke = larva de uma espécie de cupim
Rixima-kike = larva de uma espécie de térmites  [sic]
Rokomi = uma espécie de banana-roxa
Romi-Hena = pó mágico ancestral
Ruhumasi = flechinha feita com talo de palmeira
Rurupa = imperativo do verbo rura = fazer ir
Ruwe = verde, não maduro
Sanema ou Sanuma ou Sanima = subgrupo yanomami, muito influenciado pelos índios Yekuana ou Maquiritare da Venezuela
Siroromi = gênio silvestre que abusa sexualmente das mulheres
Suhirima = herói ancestral yanomami que atirou na lua (escorpião)
Suhirimariwe = espírito do escorpião
Sunokama = pedaço de bambu para cortar cabelo
Suri-Surimi = passarinho vermelho
Suwe = mulher
Suwe-mamo = pó mágico encantador
Suweke-mamoki = pó mágico de uma ciperácea
Suwe-pata = pó mágico encantador
Suwe-o ata-tooko = afrodisíaco de plantas do gênero ancanthaceae  [sic]
Suwe-henaki = pó mágico encantador
Suwe-yaoarihena = pó mágico encantador
Suwe-yawari = pó mágico encantador
Taamamou = rito da iniciação teúrgica
Tabra = pó mágico
Tahimiriwe = protetor do relâmpago
Tatokomi = esposa do espírito do trovão
Tebe = formigueiro, tamanduá-bandeira
Texinaki = rabo
Texo = beija-flor
Texoriwe = espírito do beija-flor
Thara-thara = folha que substitui o tabaco
Thomi-mamo = pó mágico de cutia
Thomi-naki = instrumento que serve para fazer incisões, feito com dente de cutia
Thora = taboca para colocar objeto
Tipikiwe = pontinho
Titiri = noite
Titiriwe = espírito protetor da noite
Toaomiriwe = sobrinho do espírito do trovão
Tobe = miçanga
Tokama = jovem yanomami central, que foi assaltada pela onça e que deu origem aos dois heróis ancestrais yanomami: Omawe e Yoawe
Tokotokama = passarinho
Tomi = cutia
Tomi-tomi = ladrão
Tomi-hewe = cabeça de cutia
Tomi-mamo = pó mágico de uma ciperácea
Tomiriwe = espírito da cutia
Tomo = calango liso
Tori = carrapato
Tororoatheri = grupo yanomami venezuelano
Totori = jabuti
Totoriwe = espírito do jabuti
Unokai = homicida, assassino
Urihi = floresta, mato (o habitat yanomami com toda a sua totalidade de vida)
Uxi-uxirimi = banana-roxa
Wahati = órfão, com frio
Waika = apelido depreciativo dado aos yanomami pelos outros, termo que deriva do verbo waikai = matar
Waikonha = sucuriju
Waikonhariwe = espírito de sucuriju
Waitheri = brabo, agressivo, belicoso, feroz, corajoso
Waka = tatu-canastra
Wakariwe = espírito do tatu-canastra
Waka-wakatheri = grupo yanomami venezuelano
Wanhamou = ritual como jornal falado e cantado noturno, para trocas
Warahiko = calango vermelho
Warapa-keko = breu, resina
Ware = queixada
Warixana = bondoso, generoso, hospedeiro
Waro = homem
Warora = caracol, lesma
Warukue = glutão, sujo
Wathoriwe = espírito do vento
Watoxe = perizoma                   [?]
Wtt = tubo              [?; também fora de ordem alfabética]
Wawanawetheri = grupo yanomami do rio Maia, perto da fronteira com a Venezuela, vizinhos dos yanomami do rio Maturacá
Werehi = papagaio real
Werehiriwe = espírito do papagaio real
Wixa = macaco cuxiú
Wixahena = passarinho vermelho
Wixariwe = espírito do macaco cuxiú
Xabo = pó mágico encantador
Xabono = casa comunitária típica dos yanomami
Xamakoro = mamão
Xamakoranhoma = espírito protetor do mamão
Xama = anta
Xama-mamo = pó mágico de anta
"Xamanismo = prática de iniciação para pajé"   [não é termo ianomâmi]
Xamarinhoma = espírito feminino da anta
Xamariwe = espírito masculino da anta
Xamathari = denominação de um subgrupo yanomami, que abrange aproximadamente os moradores da região do Mavaca, Siapa, Marari, Maturacá, Maia e Marauiá (são denominados assim porque são comedores de anta, animal muito encontrado nessa região)
Xami = ruim, mal, feio
Xapo = borboleta branca, cujo pó tem poder mágico
Xaririwe = reto, direito
Xarokoe = fraco, pálido
Xawara = doença contagiosa e mortal (epidemia)
Xawara hesi = roupa que provoca doença contagiosa e mortal
Xeiwe ou Xetewe = meu filho
Xereka = flecha
Xiheriwe = herói ancestral yanomami, formiga tucandeira
Xi-imi-imi = sovina, avarento
Ximiyeteobewe = preguiça pequena
Xinakorinhoma = heroína ancestral yanomami
Xinarinhoma = espírito protetor do algodão
Xirakowe-mi-asi = musácea silvestre
Xirixana = subgrupo yanomami (cf. yanomami)
Xitikarinhoma = mulher ancestral yanomami
Xoabeye = meu avô, meu tio
Xoko = mambira
Xorona = banana verde
Xororiwe = andorinha
Xotari-waki = lugar onde são castigados os maus
Xoto = cesto, balaio
Xuhema = abano
Yai ou Yamari = espíritos maléficos
Yao = maracajá
Yakirawe = cruzado
Yanomami = conjunto de grupos localizados entre as fronteiras de Venezuela e Brasil, que compartilham a mesma cultura material e intelectual. Temos outras denominações: yanoama, yanomama, yanomamö, yanomane, yanomam, yanomamë, yanam. P.S.: Os apelidos Xiriana, Xirixana, Guajaribo, Waika são denominações impróprias dadas aos yanomami e são inaceitáveis por parte deles
Yarothoma = a mãe de Husiwe
Yawari ou Yai = espírito do mato
Yawere = incestuoso
Yetu = antigo
Yoasiwe = herói ancestral
Yo-yo = sapo
Yoawe = herói ancestral yanomami gêmeo de Omawe
Yoka = abertura de entrada e saída, também pei yo
Yorekiritami = pequeno beija-flor que roubou o fogo do jacaré


NOTA LINGÜÍSTICA
Na transcrição dos termos yanomami que ocorrem neste livro se utiliza, em geral, o alfabeto lingüístico internacional, à exceção dos sinais:

ñ Ñ = nh Nh
sh Sh = x X
+ = i  (no final de palavras yanomami nasalizadas e do k).
ë = e  (no final de palavras yanomami que acabam com we ou ye, por exemplo: hewe ou ibaye).

Preferiu-se transcrever desse modo, para facilitar a impressão tipográfica do livro, que não é um livro técnico-lingüístico.






Fonte: LAUDATO, Luís. Yanomami pey këyo: o caminho yanomami. Brasília: Universa, 1998. "Glossário", p. 315-9.

Nenhum comentário:

Postar um comentário