sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Aiakanã

Toy Art Aikanã

#NomesOutros nomes ou grafiasFamília linguísticaInformações demográficas
1AikanãMassacá, Tubarão, Columbiara, Mundé, Huari, AikanáAikaná
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO328Siasi/Sesai 2012

Os Aicanãs (também conhecidos como Aikanã, Massacá, Massaká, Huari, Corumbiara, Kasupá, Mundé, Tubarão, Winzankyi) são um povo indígena brasileiro. Falam a língua aicanã.

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Os aicanãs cultuam o mito do Kiantô, uma cobra gigante com as cores do arco-íris que preside o reino das águas.

A Terra Indígena em que hoje habita a maioria dos Aikanã não corresponde ao seu território tradicional. (veja a lista de "Terras Habitadas" no menu à direita) Foram levados para lá pelo órgão indigenista em 1970, juntamente com outros dois povos indígenas. Dada a pouca fertilidade do solo, tiravam seu sustento da seringa, mas, devido à queda no preço desse produto, hoje encontram sérias dificuldades em sua reprodução física e cultural. Longe de se resignarem com essa situação, os Aikanã atualmente desenvolvem projetos de valorização cultural e procuram manter viva a língua por meio da formação escolar bilíngüe.

História

Segundo informações dadas pelos próprios Aikanã, até à época de sua transferência, eles habitavam ricas terras nas proximidades do Tanaru, um dos rios menores da região, a oeste do Rio Pimenta Bueno.

Ao serem removidos para a atual Terra Indígena, foram levados com eles dois outros povos, ambos de número bastante reduzido, os Koazá (também grafado Kwaza), então conhecidos como Arara, e os Latundê. Vale ressaltar que estes eram povos diferentes, cada um trazendo sua cultura e falando sua própria língua. Em histórias de seus antepassados, os Aikanã descrevem os Koazá como ferozes guerreiros, perigosos feiticeiros e seus inimigos ferrenhos.

Segundo o antropólogo e pesquisador Price (1981), em 1940 o Serviço de Proteção aos Índios abriu um posto de atendimento em Igarapé Cascata, um afluente do Pimenta Bueno, e para lá foram levados vários grupos indígenas, dentre eles os Aikanã. Aí, então, sarampo e fortes gripes causaram a morte de um grande número de indivíduos, deixando esses grupos sensivelmente reduzidos. Tais fatos são confirmados pelos Aikanã mais antigos.

Ao que parece, os primeiros contatos mais estreitos de que se tem notícia entre os Aikanã e a população não indígena foram no início dos anos 1940, por meio do engenheiro geólogo Vitor Dequech, a quem tive a oportunidade de conhecer na década de 1990. Com uma equipe preparada para pesquisa de minérios enviada pelo General Rondon, entre 1941 e 1943, Dequech comandou a Expedição Urucumacuan, que percorreu a região em busca de possíveis jazidas de ouro no rio Pimenta Bueno e seus afluentes. Naquele período, manteve freqüentes contatos com os índios da região, inclusive os Aikanã – por ele referidos como “Massacá”, e documentou, com detalhes, todos os contatos e atividades que desenvolveu durante sua viagem. Este contato está registrado em antigos números do Jornal Alto Madeira, publicado naqueles anos em Porto Velho.

Aikanã é o nome de um dos cerca de quarenta povos indígenas que habitam o estado de Rondônia, principalmente na conhecida região do Guaporé, nas chamadas ‘terras baixas’ da Amazônia. O Rio Guaporé é o principal divisor entre as fronteiras desse estado com a Bolívia.

Em 2005, a maioria dos Aikanã viviam em três aldeias na Terra Indígena Tubarão-Latundê, a eles designada pelo Incra em 1970. Essa área, de terreno arenoso e corroído pela erosão, fica no sudeste do estado de Rondônia, a cerca de 180 km da cidade de Vilhena e em torno de 100 km da fronteira do Brasil com a Bolívia. Os rios mais próximos são o Chupinguaia e o Pimenta Bueno, mas o acesso a eles é grandemente prejudicado. Há ainda muitos Aikanã vivendo em cidades próximas, principalmente Vilhena.

No primeiro contato feito com os Aikanã por esta pesquisadora, em dezembro de 1988, havia um total de 85 indivíduos. Em 2005, os Aikanã somavam cerca de 180 pessoas.

Fonte - Instituto Socio Ambiental

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