sábado, 17 de novembro de 2018

Kalapalo

Toy Art da etnia Kalapalo


#NomesOutros nomes ou grafiasFamília linguísticaInformações demográficas
79Kalapalo
Karib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT467Ipeax 2011






Algumas semelhanças entre mitos kalapalo e ye´cuana sugerem que os ancestrais dos Karib xinguanos deixaram a região das Guianas em tempos recentes, certamente depois de contatos com espanhóis, intensificados na região durante a segunda metade do século XVIII. No entanto, parece haver, do ponto de vista cultural, pouco em comum entre os Kalapalo e os povos karib setentrionais, sendo difícil distinguir qualquer característica propriamente "Karib" nos aspectos de seu modo de vida e visão de mundo.

Permanece incerto quando o grupo conhecido como Kalapalo foi contatado por estranhos pela primeira vez. Indivíduos identificados à aldeia que portava este nome foram medidos pelo antropólogo alemão Hermann Meyer durante um estudo antropométrico dos povos do Alto Xingu, realizado no final do século XIX. Em 1920, o Major Ramiro Noronha, da Comissão Rondon, realizou pesquisas na região do Rio Kuluene e fez a primeira visita registrada às aldeias dos Kalapalo, Kuikuro e Anagafïtï (Naravute, na literatura). Os últimos, particularmente, sofreriam as conseqüências dessa visita, que suscitou a primeira de uma série de epidemias que destruiu a integridade de sua comunidade.
Homens da etnia Kalapalo

O nome Kalapalo, inicialmente atribuído ao grupo por não-índios, tem como referência uma aldeia com esse nome abandonada provavelmente há menos de cem anos. Naquele tempo, pessoas mudaram de Kalapalo para um sítio vizinho chamado Kwapïgï, que, por sua vez, foi sucedido pela aldeia Kanugijafïtï, abandonada em 1961. Todos esses sítios estão localizados a cerca de meio dia de caminhada na direção leste do Kuluene, ao sul da confluência com o Rio Tanguro. Os últimos remanescentes de um grupo Karib importante, chamado Anagafïtï, juntaram-se aos habitantes de Kanugijafïtï depois da epidemia de gripe na década de 1940 e, naquele momento, havia Kuikuro, Mehinako, Kamayurá e Waujá vivendo entre os Kalapalo.
Ensinamentos Kalapalo

O que chamamos hoje de "Kalapalo" é, então, uma comunidade composta de uma gente cujos ancestrais foram associados a diferentes comunidades, com uma maioria oriunda ou descendente de pessoas que viveram em Kanugijafïtï.

Localização

Atualmente, os Kalapalo vivem em oito aldeias Aiha (que significa algo "acabado", "pronto"), Tanguro, Agata, Caramujo, Kunue, Lago Azul e Kaluane todas no Rio Kuluene e seus afluentes e na aldeia Tupeku, no limite sudeste do Parque. Além dessas aldeias, alguns Kalapalo vivem na Coordenação Técnica Local Kuluene da Funai (CTL). O CTL Tanguro localiza-se nas margens do rio de mesmo nome, no limite do Parque, e o PIV Kuluene nas margens desse rio, também no limite.

Território Indígena Kalapalo


As antigas aldeias kalapalo localizavam-se mais ao sul, em ambas as margens do Rio Kuluene. Os Kalapalo mudaram-se com relutância para a sua localização recente, depois que, em 1961, foram formalmente estabelecidas as fronteiras do Parque Indígena do Xingu e outros grupos foram encorajados a se mover para as proximidades do Posto Leonardo, de maneira a controlar o contato com estranhos e a obter ajuda médica em caso de epidemias. Ainda assim, constantemente retornam ao seu território tradicional para colher pequi nas formações arbustivas encontradas em torno das velhas aldeias, ou para procurar caramujos para confeccionar ornamentos de conchas (uma especialidade deste grupo), pescando e fazendo roças de mandioca, batata doce e algodão em vários lugares no curso do Rio Kuluene.

Devido a surtos de sarampo e gripe ao longo do século XX, a população dos Kalapalo diminuiu significativamente, começando a se recompor novamente só na década de 1970. Se em 1968 sua população era de 110 pessoas vivendo em seis casas, em 1982, esta havia crescido para 185 pessoas vivendo em 13 casas. Em 1999, a população das aldeias kalapalos foi estimada em aproximadamente 362 pessoas e, em 2002, esse número chegou a 417, segundo dados da Unifesp (universidade Federal de São Paulo).

A atual população kalapalo inclui descendentes de um grupo Karib importante, chamado Anagahïtï, que se uniram a eles depois de uma epidemia de gripe ocorrida na década de 1940. Também vivem nas aldeias pessoas das etnias Kuikuro, Matipu, Nahukuá, Mehinako, Kamayurá e Waurá, em razão de casamentos.

Organização Social

A organização social kalapalo é extremamente flexível, com uma variação considerável na identificação de indivíduos a grupos específicos. Os Kalapalo costumam ter algumas opções para conformar grupos, porém suas escolhas são mais dependentes das relações pessoais entre indivíduos do que do pertencimento a um clã, filiação religiosa ou direitos e obrigações para com os ancestrais. O seu sistema de terminologia de relações parece acomodar essa flexibilidade e fornecer um meio para nomear precisamente a relação entre indivíduos em um sentido ao mesmo tempo social e emocional.

Tanto a aldeia como a casa servem de parâmetro para a realização de atividades econômicas e cerimoniais. Assim, os habitantes de cada aldeia limpam a terra para as roças de mandioca, colhem a cana-de-açúcar, coletam frutas silvestres e outros vegetais, além de explorar recursos dos lagos e riachos da região. Integrantes de outras etnias não exploram o território, a menos que estejam vivendo ali temporariamente e tenham sido explicitamente convidados para tanto.

Do mesmo modo, integrantes de um grupo doméstico devem distribuir a comida entre si. Embora todo adulto seja responsável pelo suprimento contínuo de comida, um Kalapalo tem garantia da partilha mesmo quando não pode contribuir. No entanto, a obrigação de compartilhar não inclui os membros das outras casas, sendo considerado falta de polidez explorar a boa vontade de pessoas de outros grupos. Apesar dessa forma corporativa de organização, o pertencimento a aldeias e casas muda de tempos em tempos e há um movimento ocasional de algumas pessoas de um grupo para outro.
Aldeia Kalapalo no Xingú

É central para a vida social um ideal de comportamento chamado ifutisu, que remete a um conjunto de argumentos éticos pelos quais os Kalapalo distinguem os povos do Alto Xingu de todos os outros seres humanos. Em um sentido mais geral, ifutisu pode ser definido como uma ausência de agressividade pública - por exemplo, ser habilidoso para falar em público e não provocar situações que causem desconforto aos outros – e pela prática da generosidade – como a hospitalidade e a predisposição para doar ou partilhar posses materiais. Os Kalapalo acreditam que a viabilidade da sociedade depende do cumprimento desse ideal.

Em graus variados, esse conceito se estende para todas as áreas da vida social, sendo aplicado para relações entre grupos locais, consangüíneos, afins, homens e mulheres, e mesmo entre humanos e não-humanos. A demonstração do comportamento ifutisu também confere prestígio e, portanto, é importante na distribuição do poder político. Esse ideal é manifesto em um complexo singular de comportamentos e concepções que os Kalapalo afirmam ser distinto do de seus vizinhos tradicionais.

Antes do estabelecimento das fronteiras do Parque e do contato permanente com os brasileiros, povos indígenas agressivos rodeavam a bacia do Xingu e ocasionalmente confrontavam-se com os grupos locais. Relações entre os Kalapalo e alguns desses grupos – especialmente os Jaguma, que viviam ao leste do rio Tanguru (tributário do Alto Kuluene) – eram ocasionalmente amigáveis, porém mais freqüentemente conflituosas. Os Kalapalo chamam esses povos e, de modo geral, quaisquer índios que não fazem parte da sociedade alto-xinguana, anikogo, "gente feroz" (de aniko, comportamento "feroz" ou "selvagem"). Essa categoria de "seres humanos" é concebida primariamente em termos de um tipo de comportamento rotulado como itsotu, que se refere à raiva e à violência. O comportamento itsotu é geralmente contrastado explicitamente com o comportamento pacífico e generoso, ifutisu, que é, para os Kalapalo, uma característica importante e distintiva da categoria "gente da sociedade do Alto Xingu" (kuge, ser humano).

O segundo meio importante pelo qual os Kalapalo distinguem os kuge de outros seres humanos é um conjunto de práticas alimentares que refletem o comportamento ifutisu. O aspecto mais significativo disso é um sistema em que as "coisas viventes" (ago) são classificadas de acordo com um critério de comestibilidade. Os Kalapalo geralmente rejeitam animais terrestres "peludos", que eles chamam de nene, e comem aqueles que eles chamam de kana, criaturas aquáticas (especialmente os peixes). Além desse princípio geral, há restrições específicas para pessoas em situações de crise de vida, particularmente os adolescentes. A importância desse sistema alimentar é reforçada pela idéia kalapalo de que a aparência física é uma marca dos sentimentos internos; assim, a beleza física, acompanhada pela obediência a restrições alimentares e práticas médicas, é um sinal de beleza moral. Nos mitos kalapalo, meninas e meninos na puberdade freqüentemente encenam papéis de perfeição moral que contrastam com o mau comportamento de suas relações adultas.

 Papéis sexuais

Há uma distinção cultural fundamental na vida kalapalo entre homens e mulheres. Essa oposição se dá tanto no plano das relações psicológicas, sociais e econômicas, como também se manifesta na configuração espacial da aldeia, na gestão dos assuntos internos da casa e, mais dramaticamente, na vida ritual da comunidade.

No centro de toda aldeia alto-xinguana, costuma haver uma construção (designada kwakutu pelos Kalapalo) em que são guardadas flautas que os Kalapalo chamam de kagutu, as quais são tocadas exclusivamente pelos homens. As mulheres não podem nem olhá-las, pois poderiam ser estupradas. O kwakutu serve de armazém para guardar os apetrechos utilizados pelos homens em performances rituais e, sobretudo, é o lugar onde os homens se juntam para trabalhar, para fofocar, para pintarem-se uns aos outros antes das cerimônias e para receber pagamentos em ocasião de performances cerimoniais. A presença de kagutu impede a entrada das mulheres no kwakutu e ao mesmo tempo leva os Kalapalo a pensar a praça como "posse dos homens". Espacialmente, a aldeia é concebida em termos de uma oposição entre a praça masculina, esfera da atividade pública, e o círculo das casas, espaço feminino, esfera da atividade doméstica.

Embora sejam os instrumentos proibidos às mulheres, a linguagem usada pelos Kalapalo para falar sobre as flautas kagutu é caracterizada por metáforas de sexualidade feminina. Mitologicamente, as flautas são descritas como fêmeas. Descobertas em uma rede para peixes junto a uma flauta menor chamada kuluta e outro instrumento chamado meneuga, não mais fabricado, kagutu é designada como a "irmã mais nova". Sua forma e aparência são semelhantes às do órgão sexual feminino: sua boca é chamada de vagina (igïdï) e quando são guardadas no alto das vigas, durante períodos em que não são tocadas, diz-se que estão "menstruando". Além disso, muitas das canções acompanhadas por kagutu são femininas, inventadas por mulheres no passado e, em outras ocasiões, cantadas por mulheres no presente (mas elas não podem cantar enquanto as flautas estão sendo tocadas). Tais canções refletem claramente um ponto de vista feminino, pois se referem a tabus alimentares que as mulheres devem seguir quando suas crianças estão doentes, às relações com seus amantes e maridos, bem como a rivalidades femininas.

Já no ritual feminino conhecido como Yamurikumalu - semelhante ao kagutu em muitos aspectos –, mulheres decoradas com ornamentos de penas e chocalhos nos tornozelos, que normalmente são usados por homens, entoam canções nas quais se referem à sexualidade masculina. Há vários tipos diferentes de canções, algumas mencionam os eventos de origem dessa cerimônia, muitas reproduzem a estrutura das performances masculinas com as flautas kagutu, e outras simulam explicitamente a sexualidade agressiva dos homens diante de certas mulheres.

A origem mitológica do Yamurikumalu descreve como as inventoras originais da música adquiriram pela primeira vez o pênis, a destreza para atrair outras mulheres e a habilidade para controlar o poder sobrenatural por meio da aplicação de várias substâncias masculinas em seus corpos. Essas "mulheres monstruosas", como são designadas, transformaram-se em seres poderosos que, depois de rejeitar seus papéis femininos (sedutoras de homens, provedoras, guardiãs e pagens de crianças), tocam as flautas proibidas, caçam e pescam como homens e, geralmente, exibem emoções e vocações que são masculinas.

Os atributos sexuais aos quais se refere esse ritual são aqueles considerados repelentes e perigosos para pessoas do sexo oposto. Para os homens, são esses os órgãos femininos insaciáveis e seus processos menstruais misteriosos e temerosos (inclusive, as mulheres seguem vários tabus menstruais, incluindo a evitação da carne de peixe e a preparação de alimentos cozidos.) Para as mulheres, perigos masculinos estão presentes na forma de uma substância seminal potencialmente perigosa (a quantidade excessiva de sêmen advinda de um grande número de homens pode apodrecer no interior de uma mulher e torná-la seriamente doente, pois não é possível aglutiná-la para formar uma criança), e, ainda pior, a sexualidade agressiva masculina é uma ameaça que pode se transformar em estupro.

Assim, nos rituais, representantes de cada gênero encenam as qualidades perigosas de um modelo imaginado de sexualidade do sexo oposto, que incluem sentimentos sexuais incontroláveis, substâncias sexuais venenosas e sentimentos que emergem no curso da vida social (ciúme, modéstia excessiva, medo do sexo oposto, paixões absurdas).

Rituais

Tanto no Yamurikumalu como no Kagutu, é sobretudo pela música que se enfatizam as diferenças e os antagonismos entre os sexos, mas, ao mesmo tempo, a música promove uma comunicação entre os que tocam e os que escutam (que devem ser do sexo oposto), promovendo uma situação de controle sobre esses poderes perigosos. Assim, na mitologia kalapalo, a música é tratada como ao mesmo tempo manifestação de metamorfoses agressivas de seres perigosos (itseke) e como um meio acessível a pessoas para o controle dessas forças.
Mulheres performance o Jamurikuma

Dessa forma, os Kalapalo usam a música ritualmente como meio de comunicação entre domínios que eles definem como absolutamente separados ou entre categorias desiguais de seres: homens e mulheres, seres humanos e seres poderosos, adultos e crianças pequenas. Essa comunicação é feita não tanto pelo estabelecimento de um clima de solidariedade, mas principalmente para mostrar aos ouvintes o poder desses seres, assim como para usar os poderes dos ouvintes para desarmá-los temporariamente.

O uso ritual mais importante da música ocorre em eventos coletivos públicos que duram semanas ou meses durante o período da estação seca (isoa-), compreendido entre maio e setembro. Quando principia essa estação, os Kalapalo ocupam-se intensamente em esforços coletivos complexos que envolvem ao mesmo tempo performances musicais e atividades econômicas.

Paralelamente, enquanto se dão as execuções musicais, outros eventos têm lugar, envolvendo sobretudo atividades econômicas. A comunidade (chamada sandagi, "seguidores") é conduzida por oficiais rituais com atribuições hereditárias e especializadas conhecidos coletivamente como aneta~u, “líderes”, que planejam, organizam e gerenciam, o processo ritual. Praticamente metade da população da aldeia recebe essa designação, incluindo pessoas de ambos os sexos e de todas as idades, mas somente conserva de modo consistente esse ofício o mais velho e mais experiente.

Tarefas menores são comumente confiadas aos aneta~u mais jovens nos eventos mais complexos, que demandam mais que dois ou três organizadores. No caso dos rituais Egitsu, quando cerca de cinco outras aldeias são convidadas, a cada uma delas é confiado um líder que serve de mensageiro (t~iñ~i) e que se torna responsável pelo bem-estar de seus convidados. Esse líder espera, não obstante, pagamento (tais como ornamentos feitos de conchas ou vasos de cerâmica waujá) por parte do grupo visitante em questão. Em um contexto de encenação de papéis, esses líderes são referidos como taiyope ("associados com conversação") ou tagioto ("mestres da conversação").

Como planejadores, tais oficiais do ritual programam e coordenam séries inteiras de trabalhos: limpar os espaços da aldeia, especialmente a praça central, o caminho de entrada principal e o atalho que conduz ao lugar do banho; organizar as atividades de coleta, processamento e distribuição da comida que é revertida em pagamento para os participantes, ou mesmo destinada a alimentar os convidados em um momento posterior; coletar matérias-primas como urucum, cera, conchas e palmeira de buriti para fazer adornos. Essas atividades dependem de tarefas específicas associadas ao envio de convites para outras aldeias e à preparação dos acampamentos fora da aldeia para abrigar os convidados.

Em contextos rituais, portanto, a programação e coordenação do trabalho envolvem relações entre líderes e seguidores. Já nas atividades cotidianas, a sociedade kalapalo tende a ser organizada em torno de grupos domésticos e redes flexíveis de parentes cognáticos e afins. Na medida em que a vida ritual kalapalo toma tanto tempo e envolve relações produtivas mais complexas, ela não deve ser pensada como oposta à rotina e sim como um modo de vida complementar àquele verificado na estação chuvosa não-ritual. Dessa maneira, a estrutura social é ordenada de acordo com as estações, de forma que no período de chuva contínua e pesada a comida é escassa e a performance pública é quase impossível, e, na seca duradoura, a comida é abundante e variada, sendo as condições ambientais perfeitas para os cerimoniais intra e intercomunitários.

Os Kalapalo classificam seus rituais públicos em dois tipos gerais: egitsu e undufe. O termo egitsu se refere a eventos que envolvem a participação de convidados de outras aldeias alto-xinguanas. Estão incluídos nessa categoria o Egitsu propriamente dito, que celebra a figura de líderes hereditários (aneta~u) mortos; o Ipoñe, ou ritual masculino de perfuração dos lábios; o Yamurikumalu das mulheres e os Kagutu dos homens; o Katugakugu, que designa um objeto feito com seiva da mangabeira e envolve o jogo de bola; Tawkaga, que é composto com instrumentos do mesmo nome; finalmente, o Ifagaka, cerimônia do jogo de dardos.
Cama de Gato Kalapalo

Todos esses eventos envolvem a execução repetida de música na comunidade anfitriã durante um longo período, anterior à performance na qual participam os visitantes. Além disso, devido ao fato de os Egitsu envolverem competição atlética entre convidados e anfitriões, por alguns meses antes da chegada dos convidados os anfitriões devem aprimorar suas habilidades (e os convidados devem fazer o mesmo em suas próprios aldeias). Em linhas gerais, lutar parece ser um modo de diminuir temporalmente, e de modo simbólico, a distância social entre pessoas de aldeias diferentes.

Entre os rituais chamados undufe, estão as performances que incluem apenas os membros de uma aldeia particular. Esses rituais incluem os kana undufegi, "undufe dos peixes"; os Eke undefegï, “undufe das cobras”; Fugey oto, ou "ritual do mestre dos arcos"; Agë, o “ritual da mandioca” realizado no momento da colheita, quando as Plêiades tornam-se visíveis; Afugagï; e outros que envolvem a manufatura e o uso de máscaras associadas aos itseke, "donos" da música: Kafugukuegï (“ritual do macaco bugio”); Afasa (“ritual canibal da floresta”); Zhakwikatu, Kwambï e Piju (“seres aquáticos poderosos”); e Atugua (“undufe do redemoinho”).

Lingua

Os Kalapalo e três outros grupos do Alto Xingu – Kuikuro, Matipu e Nahukuá – falam dialetos de uma língua que pertence ao ramo da Guiana Meridional da família lingüística Karib. Seus parentes lingüísticos mais próximos são os Ye'cuana (ou Makiritare) e os Hixkaryana. Os primeiros encontram-se no sul da Venezuela e no norte de Roraima, enquanto os últimos estão na região das Guianas que fica no norte do Pará.

Saude!!! - Hequitele uihü!

Vocabulário calapalo

"A língua falada pelos Kalapálos é bastante pobre, e os nomes quase nunca se encontram na forma absoluta. Os substantivos, os verbos e os adjetivos, ao que parece, não se flexionam, bem como não há preposição, nem conjunção. De sorte que duas ou três palavras dizem muito, expressam longos pensamentos, como, por exemplo: 'inháve tuanca' não só quer dizer 'venha cá, vamos tomar banho', mas também 'dê-me água', 'traga-me água', ou 'quero beber água'.
"Demais, uma que outra palavra tem vários significados. Por exemplo: 'apílo' quer dizer 'surrar', 'matar', ou então 'derrubar'; 'uangutá', 'serétundá' e 'zangutá' significam 'dormir' ou 'descansar'. "Além disso, dificílima é a combinação dos sons, ou prosódia. É porque os silvícolas falam, geralmente, ora entre os dentes, ora com a boca quase fechada, o que dificulta anotar-se a pronúncia das sílabas, ou a correta transcrição dos vocábulos."

Português Calapalo
CORPO HUMANO
antebraço - umbúaro ânus - voátaro barba - aiçú-pisso boca - untáro braço - unhícuo barriga - utévuro cabeça - uítero cabelos - unhacávuro, vacávuro costas - utúvero carne - tenhélo cabelo do corpo - uí-pôro cabelo das axilas - uiatá-piço cabelo do púbis - uin-buviço dedos - unhátero dente - uíro joelhos - uiripãnharo lábios - uiráteso língua - unhúro mão e dedos - uinhátero nariz - uinátaro olho - uínho ombros - uátaro osso - surupé orelha - vãnaro pestanas - uinhopiso pescoço - uitínharo peitos - uanátru perna - vútso pênis - vúri pé - tapru queixo - uícro rosto - uímoto sangue - uoo-amátso sobrancelhas - uitápeso testa - vínito unha - uanhambiro umbigo - vónito vagina - irúru
ELEMENTOS
água - túnha areia - tunáquinhe aldeia da mata - éthe aldeia, taba - furóro algodão - toróquie barro - inhá-quilo barranco - rína buriti - quínhe casa - úne casa das flautas - kuácutu cabaça - párugo campo - ânha caracol - hínho céu - cáfu chuva - cunhôvo concha d'água - vête córrego, rio - avúaro, fangúnha dia - éroti estrela - tandinhocô fogo - híto fumaça - liticé habitações - furóro ilha - araquetôvo jatobá - uáre lua - húne lua-cheia - sacânuro lua-nova - múviço lago - fáro lagoa - hípa manhã - mítote mato - etisune, hí mata, floresta - hitsune noite - cóco nuvem - camundo pau - hí praia - nhétune pedra - tévu rio - fanfúnha raio - híto sol - riti taquara - nívu terra - nôgoo timbó - híthe, timó trovão - cilo vara, pindaíba - zízitu vento - víto
ANIMAIS SELVAGENS
anta - diáli ariranha - táro capivara - vacúriza cervo - assá-cuéro caititu - ato macaco - cadiú macaco cuatá - cavúgo onça - quére preá - acúre paca - rênari porco-do-mato - áto, atuvuêro rato - umbé tatu - carútava veado - arátara, assã
AVES
avestruz - tó arara - tavítse bem-te-vi - hí-ti-vi beija-flor - tolungu colhereiro - carúto coruja - apuchuá corvo - cúari gavião-real - locuêro gavião médio - acútso galo - itçú galinha - cuacãra gavião pequeno - tolocuero garça - urízo gaivota - curísoca jaó - acã jacu - tuála jaburu - acára jacutinga - tuála martim-pescador - caçaquero macuco - ponózo maracanã - tidiuquéra marrecão - anagãa mutum - cussú mutum-de-castanha - pãnhe papagaio - cuáco pato - covôngo periquito - ninhô, curitse, tio perdiz - itivi pomba - táva passarinho - tolonguro quero-quero - téru-téru saracura - cótoro socó - aritanhôa seriema - frári tucano - cávoca urutau - quaquáro
PEIXES
arraia - maé, tivári barbado - cadiarima bicuda - dioví cachorra - ávi cascudo - varáru grumatá - quátari jaú - canaquero jaraqui - dianápa lambari - tavúri piranha - vênhi pintado - trúvi pacu - uquívari poraquê - anhãmo traíra - vézoco tucunaré - savúndo trairão - tânhe
RÉPTEIS
cobra - êque camalhão - ônho jacaré - távinha jibóia - quecuero lagarto - uvíti lagartixa - áruta lagartixa pequena - tamúci sucuri - ocóto sapo - carívuro tracajá - vicútava
INSETOS
aranha - zóti abelha - acúzo borboleta - vótoto besouro grande - mimútse cascudo - feúluri carrapato - carínheque cigarra - cátaro formigão - zigue formiga - cráque gafanhoto - inhô-toto marimbondo - ocõn muriçoca - táque mosquito - núgue mosca - arúa piolho - háu pulga - ânro
OBJETOS DE CULTURA MATERIAL - ARMAS- ENFEITES - ADORNOS E UTENSÍLIOS DOMÉSTICOS
arco - taváco abanador de fogo - aturinha aparelho de fazer tatuagem - vínhe canitar, capacete - ripo, cavocóvuro banco de madeira - urí brincos de penas - fanápulo braceletes de penas - banai cordas de algodão - amburaáitso cesta quadrada - atáu cesta de buriti - avúrica cesta redonda - atâno cestinha de buriti - akangavi cesto grande para farinha - asságu cestinha - sátaro cabaça pequena - tumizéporo cesta redonda - avúrica cesto de buriti - canaví colar de unhas de onça - quére-inhombiro colar de caramujo - undivérico cinto de algodão - uetícoro chapa de barro, redonda - aláto cuia grande para óleo - cutívaro cabaça de guardar pequi e urucu - fá cesto comprido, cônico - avúritsa colar fino, de concha - urúca colheres feitas de cabacinhas - tuvéguinhe desenterrador de mandioca - tuquilo esteira de espremer mandioca - tuaví flecha - furé flecha do Iawari - ifáraca fuso de fiar algodão - vôla mão de pilão - covérele machado de pedra - tévu-húu madeira de fazer arco - icégui madeira do arco - madiávi novelo de fios de algodão - étinhe propulsor - narítovo panela grande - avúcuro panela média - onhotêrovo panela média [pequena?] - equítsvo pente - vanda peneira - manáre perneiras de embira - lacúmiso panelinha - távinha-vútovo panela pequena - atanhe-cusere pequeno indumento das mulheres - hehúnhe pilão - côvo rede de dormir - hétire ralo para mandioca - inháro secador de mandioca - canaritáu trempre de varas, tripé - hóro tábuas ou suportes - tuápavi talos de buriti, unidos - wacá tábua de fazer beiju - cutíro
INSTRUMENTOS DE MÚSICA
flautões de madeira - carrúto flautas longas de taquara - atããga flautinhas de taquara - kulúta flautinhas de taquari, unidas - tíveve flautas grossas - tuátanaru maracá - hângue máscara de madeira - diacuicáto flautinha - turuá
MATERIAL DE PESCA
cesto cilíndrico - cuzo cesto de vime, oval - hútu remo - têne canoa - éfu, éfu cesto comprido - táca (cônico) cesto curto - cúndu (cônico)
VERBOS
caminhar, andar - vôio, uacutundá subir - ucãnho bater - apílo nadar - uiênere mergulhar - suborocaríts correr - usácule, sáculo quebrar - motoróque, suvênero rebentar - eliquênero cortar - quênero, sámie voar - hálu deitar - uitíquinhum deitar-se de costas para o ar - lámidio levantar-se - ticáidio sentar-se - uacánere alcança-me - inquéte guspir [cuspir] - uitacú-tilo abrir - avunítilo surrar, matar - apílo vomitar - cuéticinharo falar, conversar - uitárinhundá, uitárinho sacudir - ipémilo cantar - rinhundá-uírinho gritar - véto, téliça, etérie assobiar - votânho espirrar - tínhilo morder - quéri-tilo cair - vúnguilo queimar-se - uanênoro, uatutá dormir - uangutá, uângulo, zangutá, sonhar [assim no orig.] serétundá, uénitundaá acordar - váquilo olhar, observar - tarênero, uinhano ir embora, afastar-se - telengo, televien acabar, terminar - timbu-quilo chorar - vonundá, votonundá coçar - queritã-quídio bater - avúnero dançar - uágun pular - nanávero, uanávero comer - tiambálo beber - tanônero nascer - marundá morrer - titi-leva, ânha, taponhelevá rir - utéro defecar - uíquilo urinar - uítilo brigar - toráco apertar, abraçar - sécunúnoro, aúquilo jogar, pôr fora - arílo fechar - tingócuie lamber - nunínoro derramar - rápio rir alto - uítero espirrar - tínhilo fumar - tanínho agarrar, apanhar - inúro, inhó-nenero abrir - tingário cansado - uacutúgho caçar - vôlunia pescar - canáque-tetá trabalhar - cassuandá, satundá descer - uítelo assoprar - uídio chegar - uendá, uênoru sair - niátelo
ADVÉRBIOS
longe - iváque perto - váquila aqui - ânde ali, aqui - â-ande lá - ãnhe muito, bastante - acúnhi dentro - híde-uissane pouco - acunhilá alto - cáperre baixo - caperrelá em cima - inhariporá atrás - inzavo em frente - zacôrra fora - uquirátelo não - avôto; votuéla sim - hôze; aitesevá
ADJETIVOS
bonito - atúto feio - fécinho pequeno - zônho grande - sêquero duro - tuvílinho mole - tucúrinha branco - taláquinho preto - tuvuzeuque vermelho - tupizorinho verde - tcumininho [assim, no orig.] amarelo - tucuví-zinho alto - cáperre baixo - caporrônho; fúnho gordo, grande, grosso - sêquero magro, fino - húngo; tíviro frio - ipurélo quente, calor - virãgo; unúndane; tatu-minhã homem velho - févu mulher velha - farú redondo - tiruaquinho quadrado - tucóvitinho
INTERJEIÇÃO
oh! ah! bonito! - hênhe ai! ui! he! - hethê gritos de alegria - huá, huááá! apelo, venha cá - inháve!
FAMÍLIA
homem - tôto mulher - itãoo marido - vítso esposa - inho noiva - darátovo criança - comunquéto menino - cãnhã-múque casar - vitso pai - apáio; hápa mãe - amãnho-âma filho - munguêto; méri irmão - vizunga cunhado - vamé-tiro avô, avó - aivuálo sogro, sogra - votí-so-vo; votísivo
TEMPO
manhã, clarear do dia - mitotê; nácanum amanhã, de manhã - cógueti; mítote de tarde, pela tarde - corrótese meio-dia - cápora noite - cóco hoje - ânde ontem - lépene um mês, uma lua - hágate úne dois meses, ou duas luas - táquecó úne três luas - tílaco úne inverno - súruto verão - cávu-vecúene estação chuvosa - cunhóvu
NÚMEROS
1 - hágate 2 - tílaco 3 - táquicó 4 - tatacrêne 5 - inhá-toi 6 - hágati-unguretôvo 7 - táquicó-unguretôvo 8 - tilaco-ungurê-tôvo 9 - talacrene-ungurê-tôvo 10 - tí-moro 11 - hágate-augurê-tôvo 12 - táquicó-angurê-tôvo 13 - tílaco-guetôvo 14 - tatácrene-vanguretovo 15 - inhá-toi-guêtovo 16 - hágati-hátoi 17 - táquico-hátoi 18 - tilaco-hátoi 19 - tatacrene-hátoi 20 - tímovo
ALIMENTOS
milho - aná abóbora - tópu batata - aniza beiju - quine pequi - inze, zêne mangaba - catúa mel - hínhe feijão - cumanai buriti - quínhe mingau de mandioca - idizinho beiju de polvilho - tilí-zinho beiju dissolvido n'água - carúpe mingau ou farinha de mandioca dissolvida n'água - cuílico massa de mandioca, em forma de pão - ipíza beiju grosso - equíne melancia - párugu
DANÇAS
turuá - um jovem guerreiro, coberto da cabeça aos pés com uma túnica de palhas de coqueiro, vai pedir alimento, de casa em casa, soprando uma flautinha.
hára - dança das máscaras, executada pelos homens.
aúrovi - dança dos guerreiros. Um homem atrás do outro, em fila; executam passos para frente e para trás; ao lado deles, os "pajés" da tribo tocam os seus maracás, de pé.
sanacaví - dança das taquaras, executada por grupos de três a cinco homens.
diacuicáto - máscara de madeira, para as danças cerimoniais.
carrúto - flautas de madeiras, grandes e grossas. Dança a que as mulheres não podem assistir.
atããga - dois homens, soprando compridas flautas de taquara, vão de casa em casa, entram e, no interior das habitações, executam a dança. Às vezes, duas mulheres os acompanham.
diamuicumálo - dança das mulheres.
iawari - dança dos homens, ou luta simbólica entre duas tribos inimigas.
ivát - dança de máscaras realizada pelos homens
taruanã - dança executada por dois rapazes em frente a um pajé batedor de bastão.
tavíte - sepultura dos caciques. Dança em torno da sepultura.
uca-uca - luta corporal desportiva.
urutaví - dança e toques de pequenas flautas de taquara, executada pelos rapazes da tribo.
anguvi - dança dos homens, em homenagem ou culto aos mortos.
quarupe - cerimônia religiosa, em homenagem aos antepassados, sobretudo em memória dos caciques falecidos.

FRASES
bom-dia - aváquique, rena-voítse como te chamas? - tomai-tí toi? como vais? - uérenicalérei?; rena-voitse? vens cá depressa - inháve-téte traz aqui, alcança-me - inguéte-uinha vamos embora; vá embora - quê-te-vá até logo - téleva espera aí; espera-me - ocangue-vóvo não tem; não há - inhálo acabou; terminou - votúleva que é isto? - titôme? vamos tomar banho - tuanca quéte venha cá, vamos ao banho - inhave, tuanca quéte calapalo chegou aqui - kalapálo uendá hina alcança-me o arco - inguéte taváco eu - hugue você - huére ele - héle meu - huénho teu - énho-cavire seu - huére eu gosto de você; eu te amo - húgue iútandu; uitson huére alcança-me isso - inhave inguéte traz aqui - inguêteva dá-me; dá para mim - uínha-túngue assopra o fogo - uídio híto ali; está ali - ânde-váquila calapalos, venham cá, todos, depressa, vamos trabalhar! - kalapálos, inháve-téte, cotóte, qué-te-vá ucásandome vóve! vamos trabalhar - qué-te-vá ucásandome vôve o que foi? - omaiça?; oamaiçá? o que é?; que é isso? - túo, tú tome? o que vais fazer?; aonde vais? - unametetá?; unhetetá? venha cá!; vens aqui? - uégu-téte! chega - aivá mais - opúruin venha cá, vamos comer - inháve-téte, tianbátome quem deu para você? - toundôvoro?; toundôvoro-huére? foi você - huére úndovoro que está fazendo? - uamaissá? nada - vôto traz água - iênculo tuã-cualupenhe mentira - aundá vais buscar água - tuã éguete inha, tuã-voveta preguiça - uéreçundá sono - temamáquelo, uito-véque-uivenero saudades - uótonundá traz; alcança-me - hinguéte brabo - sotundá, hucóto eu estou brabo - húgue-cotundá ruim, miserável, mau - canhínha, caínha doente - uoranundá coito - uéticuna, ticutá vá embora - téquevá não sei - cóoo quebrou; rebentou - motoróque muito brabo - ucóto-acúnhe; cotundá todos; tudo - cotóte amigo - visuãro inimigo - vuisuvaravano dor de dente - uiroitunundá dor de barriga - tévuruitunundá dor no estômago - tevurucuilo dor de cabeça - uitoroitunundá dor de ouvido - vánaroitunundá bonito - atúto
MISCELÂNEA
tonsura sobre a cabeça dos homens - uipôare; uipoquetôvoro cercado, ou reclusão dos jovens de ambos os sexos, quando atingem a puberdade - húa; huandêporo casa - húne trempe tripé, para assar peixes - hóro madeira do arco - mandiávi; sédie flecha rombuda, para jogar o "iawari" - iíaráca caramujo grande, para fazer colares - oíque canitar feito de penas de arara - furéco ovo de pássaros - caçaravuin suporte com que as mulheres forram a cabeça para conduzir panelas e cestos - tá folha vegetal com que os "pajés" fazem seus longos cigarros - tuvánero arranhão - icúciporo urucu - mãgue cinto e fios de algodão, que os homens usam em torno da cintura - uetícoru dança das taquaras - sanacaví [já cit. antes] novelo de linha de al- godão - toróquie abanador de fogo - túrinha [cit. antes como aturinha] peneira - manáre [já cit. antes] vassoura feita de talos de buriti - équiza talo vegetal com que fazem flechas - furé mingau de massa de mandioca - carúpe tabuinha de fazer beiju - cútiro mingau de peixe cozido - alílo pequena panela - tânhe massa de mandioca - cúinhe esteirinha de espremer mandioca - tuávi; vânharo (também de guardar penas) cabaça; cuia - táva; capávuro; cutivoro pão de mandioca, pequeno - regue pão de mandioca, grande - pisáregue pulseiras de fios de algodão, que os homens usam no antebraço - bonaitso jirau para secar mandioca - tibuco; pisaregue



Fontes de informação
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GALVÃO, Eduardo. Diários do Xingu (1947-1967). In: GONÇALVES, Marco Antônio Teixeira (Org.). Diários de campo de Eduardo Galvão : Tenetehara, Kaioa e índios do Xingu. Rio de Janeiro : UFRJ, 1996. p. 249-381.
HIEATT, Marcela Stockler Coelho de Souza. Faces da afinidade : um estudo do parentesco na etnografia xinguana. Rio de Janeiro : UFRJ-Museu Nacional, 1992. 154 p. (Dissertação de Mestrado)
VILLAS BÔAS, Orlando. Encontro com os Kalapalo. In: --------. A vida de Orlando Villas Bôas : depoimento. Rio de Janeiro : Editora Rio, s.d.. p.29-34.
WÜRKER, Estela (Org.). A saúde da nossa comunidade : povos Matipu, Kalapalo e Nahukua - Livro de Ciências-Saúde. São Paulo : ISA, 1999. 38 p.

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